Eu trabalho com consultoria de imagem há mais de 20 anos.
Nesse tempo, eu já atendi mulheres completamente diferentes entre si.
Rotinas diferentes.
Corpos diferentes.
Profissões diferentes.
Momentos de vida diferentes.
E é exatamente por isso que eu nunca acreditei em fórmula pronta.
Tem mulher que precisa de praticidade porque passa o dia entre trabalho, filhos e aeroporto.
Tem mulher que perdeu a referência da própria imagem depois de uma mudança grande de vida.
Tem mulher que ama moda.
Tem mulher que odeia fazer compras.
Tem mulher que quer presença profissional.
Tem mulher que só quer voltar a se reconhecer no espelho.
Meu trabalho não começa no meu gosto pessoal.
Nem em tendência.
Nem em estética de Pinterest.
Ele começa entendendo onde essa mulher está hoje, como a vida dela funciona e onde ela quer chegar.
A partir daí, eu construo uma estratégia de imagem possível de sustentar na vida real.
Sem personagem.
Sem exagero.
Sem transformar a cliente numa versão de mim.
Eu gosto de imagem.
Gosto de roupa.
Gosto de estética.
Mas gosto principalmente quando tudo isso faz sentido para quem está usando.
Imagem, para mim, é linguagem.
Ela comunica antes da fala.
Abre portas, cria percepção, aproxima ou afasta.
Por isso eu levo meu trabalho a sério.
Não como performance estética.
Mas como uma ferramenta de clareza, presença e posicionamento.